Vereador Luz critica governador Gladson Cameli por manter comércios e igrejas fechadas

por Victor Augusto Farias publicado 23/06/2020 13h29, última modificação 23/06/2020 13h29

O vereador João Marcos Luz (MDB) em seu discurso na sessão online da Câmara Municipal nesta terça-feira, 23 de junho, lamentou mais uma vez que o Governo do Estado mantenha o comércio e as igrejas fechadas. O emedebista ainda criticou o governador Gladson Cameli por criar o plano Acre Sem Covid para usar como marketing e por transferir as responsabilidades maiores para os municípios.

“Lamento, mais uma vez, a atitude desorganizada do Governo do Estado que diante da crise da epidemia do coronavírus. Fico tentando entender a gestão pública estadual.  Criaram um plano Acre Sem Covid. Não é tempo de trabalhar com marketing. É tempo de trabalhar com a verdade, com esclarecimento e com transparência. Acre Sem Covid, onde já se viu isso? É Acre com covid. As pessoas precisam estar orientadas e encorajadas a enfrentar o vírus. Foi o que os governantes não fizeram desde o início. Vou repetir quantas vezes for preciso: preferiram transmitir o medo. Preferiram o discurso fácil de fique em casa. O isolamento não funcionou porque a partir do momento que amedronta as pessoas, não tem transparência, e sem saber o que fazer, as pessoas começam a desrespeitar. As pessoas começam a não entender a linguagem do governo porque não foi transmitido à população todos os cuidados sanitários. A população nunca entendeu isso. A palavra não tinha a mesma conexão com a prática. Se o governo tivesse desde o início encorajado a população a continuar a vida ‘normal’, normal entre aspas, orientado as pessoas a usarem luva, álcool em gel, distanciamento de 2m, máscara, isolamento das pessoas que correm risco de vida, certamente, estaríamos como o estado exemplo do Brasil. Esssas mortes neste grau, nesta porcentagem, não existiriam”, ressaltou.

 

Luz afirmou que se sentiu decepcionado com a entrevista coletiva do governador. O vereador aguardava pelo decreto de reabertura do comércio e das igrejas.

 

“Eu esperava um protocolo de abertura imediata dos comércios. Estou falando de lojas que não precisam estar fechadas, de academias que tiram o estresse das pessoas. Será que uma academia que tem cem alunos não pode funcionar com dez? Será que todos os empresários são irresponsáveis e só o governo tem a mensagem correta? Estamos vivendo uma total desorganização.  Um total descompromisso do governo com o emprego e com a vida das pessoas. Será que os pastores seriam tão irresponsáveis para lotar as igrejas? Eu já fui várias vezes na Assembleia de Deus, do Pastor Luiz Gonzaga. Lá só lota quando tem congresso, quando vão todas as igrejas para lá, mas em culto normal dá pouca gente. Qual a razão de continuar fechada? Portanto, lamento a total desorganização. E agora que o Governo do Estado está jogando para a Prefeitura as responsabilidades maiores, sinceramente, não sei onde vamos parar. Enquanto o Governo do Estado está recebendo mais de R$ 200 milhões, Rio Branco vai receber R$ 60 milhões. Quem é que tem o dinheiro? É o Governo do Estado. A única coisa que posso dizer é que estou cansado porque pior do que a epidemia é governo ruim. Nós estamos diante de governos ruins. Lamento profundamente isso. Finalizo dizendo que assisti domingo a mensagem do Pastor Luiz Gonzaga, que é o líder da Assembleia de Deus, a maior igreja do Brasil, ele se lamentando de as autoridades não confiarem neles. As igrejas são parceiras do estado. O tanto de ansiedade, depressão, problemas, brigas que as pessoas estão enfrentando, se as igrejas estivessem abertas, nós estaríamos melhor”, concluiu João Marcos Luz.

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