João Marcos Luz diz que prefeita Socorro Neri não sabe o valor do motorista de ônibus

por Victor Augusto Farias publicado 22/05/2020 16h28, última modificação 22/05/2020 16h28

O vereador João Marcos Luz (MDB) disse na sessão digital da Câmara Municipal nesta sexta-feira, 22 de maio, que a prefeita Socorro Neri não sabe o valor do motorista de ônibus. O emedebista defendeu a classe, que não recebe salário há três messes, e cobrou ação da gestão municipal para resolver a crise que prejudica trabalhadores e usuários do transporte coletivo urbano de Rio Branco.

 

“Assisti uma entrevista da Prefeita Socorro Neri. Fiquei muito preocupado com essa crise que estamos vivendo no transporte coletivo. Crise histórica podemos dizer assim. No meio da entrevista, ela disse que com relação aos quase três meses de salário atrasado teria que ter uma discussão trabalhadores e empresa. Fiquei preocupado porque me pareceu, com todo respeito a prefeita, que ela não sabe o valor que o motorista tem. O motorista transporta vidas todos os dias. São quase 80 mil pessoas que precisam andar de ônibus. Olha a responsabilidade que o motorista tem.  Se não for isso, é desconhecer o contrato. O contrato que as empresas assinaram com a Prefeitura é muito claro que a Prefeitura tem que fiscalizar, mas não é só uma fiscalização de prestação de serviço. É fiscalização, inclusive, de depósito de FGTS, de recolhimento de ISS, de manutenção corretiva e preventiva. Não é só para a RBTRANS saber que horas o ônibus saiu do Tancredo Neves e chegou no Centro. Não é só para a RBTRANS saber se o ônibus quebrou e tem outro para repor no lugar para não atrapalhar a vida do usuário. Se a Prefeitura tiver pensando que a única responsabilidade é essa isto é um tremendo engano”, frisou.

Luz afirmou que o problema não é individual para que seja resolvido sem qualquer ação da Prefeitura. De acordo com o vereador, a gestão municipal tem a obrigação de ouvir os trabalhadores e empresa para tentar contornar a crise sem prejuízos para as partes envolvidas e a população.

“Não estamos falando de um, dois funcionários ou até dez funcionários com salários atrasados, ou de um problema administrativo da empresa, estamos falando de 60% do sistema que pode entrar em colapso a qualquer momento. É a empresa Floresta a maior empresa, o maior lote. A prefeita falar que isso é um assunto do trabalhador com o empresário, ora, se fosse, um, dois, ou três funcionários, não, o problema é generalizado. O Poder Público, sendo o fiscal, e também pela empresa ser uma concessionária de interesse público, tem que agir de imediato. Lembro que quando eu estava lá no Sindcol, quantas vezes, na época do prefeito Raimundo Angelim, a Prefeitura mediou para que não tivesse greve. A partir do momento que tem greve é um prejuízo de imediato para a população. A Prefeitura, historicamente, sempre agiu para mediar, ouvir as partes e solucionar”, ressaltou.

No final do discurso, o vereador João Marcos Luz pediu para que todas as propostas dos vereadores fossem sincronizadas pela Mesa Diretora para que a Câmara entre ativamente no debate visando uma solução imediata do caso.

“A Câmara de Vereadores não pode ficar de fora. Por isso que é importante que as propostas nesta Casa Legislativa sejam sincronizadas na comissão e que nós possamos ativamente participar disso. Não podemos permitir que os trabalhadores continuem sendo enganados, mas também não podemos permitir que o déficit altíssimo para o cliente. Temos que cobrar das empresas. Gostaria que a Mesa Diretora encaminhasse para que possamos participar ativamente deste processo. Não podemos aceitar politicagem lá dentro. Hoje está acontecendo. A câmara vai entrar para ajudar a resolver e não para fazer confusão”, encerrou.

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