"Ainda dá tempo de salvar vidas", declara vereador Jakson Ramos

por Victor Augusto Farias publicado 22/05/2020 17h00, última modificação 22/05/2020 17h00

Mesmo antes de o primeiro caso da Covid-19 ser registrado no Acre, o vereador e médico Jakson Ramos já era uma das vozes mais ativas que alertava sobre a necessidade de ampliação de leitos de UTI e aquisição de novos respiradores para o tratamento de pacientes que seriam acometidos pela pandemia do novo coronavírus no Estado.

Hoje, mais de dois meses depois, o vereador continua cobrando ações firmes das gestões municipal e estadual no enfrentamento à doença. "Nós devemos ter ainda mais de dois meses de pico da pandemia, mas muitas vidas ainda podem ser salvas. Precisamos continuar cobrando que novos leitos sejam abertos e respiradores sejam adquiridos com urgência", declarou em apelo aos demais vereadores.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, todas as UTIs do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e do Pronto-Socorro de Rio Branco foram todas ocupadas e não há mais respiradores. "Estou muito triste com tudo o que está acontecendo, mas também na torcida e cobrando para que as autoridades consigam fazer a compra de respiradores, consiga abrir novos leitos e serviços que possam dar assistência aos que precisam. Os pacientes ainda estão tendo dificulddes de serem atendidos, esperam horas a fio com falta de ar, febre, na fila para serem atendidos. Precisamos abrir novos postos de atendimento, pois a UPA [do Segundo Distrito) já não está dando conta", declara.

O vereador destacou, ainda, que na busca por atendimento médico, a população tem tomado medidas drásticas. "Eu mesmo na minha clínica tenho recebido pacientes que simulam dor abdominal, dor no estomago, mas chegam lá tossindo com febre, muito mal pra poder receber uma receita, porque é o que eles conseguem fazer para ter algum atendimento, pois vão ao serviço público e a demora está demais, e aí eles desesperados buscam assistência médica", reforça.

Outro ponto destacado pelo vereador é a necessidade de se reorganizar o fluxo de atendimento para descongestionar as atuais unidades de referência, além de se adotar uma comunicação eficaz para que a população tenha a clareza de para onde ir, em caso de necessidade. "Uma saída para colaborar com a redução do número de pacientes intubados seria abrir postos de saúde para atender a Covid-19 de forma inicial, combatendo o vírus com maior eficácia descongestionando a Upa e o Pronto Socorro, pois os pacientes com sintomas leves acabam indo para essas unidades e, dessa forma, pacientes mais graves demoram para serem atendidos", explicou. 

De acordo com o último boletim divulgado pelo Governo do Acre na última quinta-feira, 21, o Estado possui até o momento 3.103 casos confirmados da Covid-19 e 78 mortes, enquanto a média de contaminados pelo novo coronavírus no estado é de 276,75 pessoas por dia.

*Texto: Assessoria

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