Vereador Jakson Ramos sugere pasteurização de açaí para evitar contaminação do produto

por Victor Augusto Farias publicado 07/02/2019 00h13, última modificação 07/02/2019 00h13

O vereador Jakson Ramos (PT) sugeriu na manhã de quarta-feira, 6, durante sessão no parlamento municipal, a pasteurização do açaí como medida para evitar a possível contaminação do produto com o protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas.

Jakson reforça que muitos países já adotaram o processo de pasteurização para garantir a qualidade do produto.

“Existe dois processos que podem garantir a qualidade do açaí sem riscos ao consumo humano: o branqueamento ou a pasteurização. Aos produtores artesanais o branqueamento [imersão em solução de hipoclorito] do fruto do açaí são mais comuns. Porém, muitos países já adotaram a pasteurização por entenderem que somente assim conseguirão garantir um produto adequado para consumo”, disse ao pontuar sobre o momento de construir novas formas de produção.

“Acredito ser esse o momento de construir políticas públicas voltadas para a pasteurização do açaí. Embora seja uma ideia que ainda tenha certa resistência por parte dos produtores, mas o fato é que os resguardará, como também aos consumidores. Vale lembrar que a doença de Chagas mata, portanto, temos que debater a melhoria na qualidade da produção de forma exaustiva”.

O parlamentar frisa que cerca de 65 milhões de pessoas que vivem em 21 países endêmicos das Américas correm o risco de contrair a doença de Chagas. Segundo ele, em relação às principais formas prováveis de transmissão ocorridas atualmente no país, a maior porcentagem diz respeito a transmissão oral.

“No Brasil temo cerca de um milhão de novos casos, sendo que desse total, 95% é oriundo da Região Norte. O estado do Pará apresenta o maior índice da doença, 83%”, relatou ao comentar também o endurecimento nas fiscalizações.

“Defendo também um endurecimento nas fiscalizações. Não somente com relação ao açaí, mas também todas as frutas em que o barbeiro se acomoda.  As boas práticas de coleta, transporte, armazenamento e manipulação, deve ser devidamente fiscalizada, visando minimizar o risco da contaminação”.

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