“É preciso ter um mandato propositivo, chegar aos lugares apenas para ouvir os problemas sem buscar uma solução não é o perfil de nosso mandato”, Rodrigo Forneck.

por Câmara Municipal de Rio Branco publicado 15/02/2017 17h37, última modificação 15/02/2017 17h37

 

Rodrigo Forneck foi eleito com 3,220 votos, atua na militância do Partido dos trabalhadores  desde muito novo, uma de suas maiores defesas dentro da Câmara Municipal de Rio Branco será a movimento cultural, confira na íntegra a entrevista onde o parlamentar fala como pretende trabalhar para atender as demandas da população rio-branquense.

 

Câmara Municipal de Rio Branco - Conte um pouco sobre sua trajetória de vida e política.

Rodrigo Forneck – Na política eu sempre fui um militante do (PT) Partido dos Trabalhadores, meus pais ajudaram a construir esse partido, ambos vem de movimentos sociais, meu pai de movimentos indígenas e minha também, porém mais na área ambiental. Então, eu sempre tive convivência com os movimentos sociais e com o partido. Minha entrada para a militância partidária foi meio que natural, com 14 anos eu já estava tendo uma participação ativa na juventude do Partido dos Trabalhadores. Em um determinado momento de minha vida, eu enxerguei na cultura uma oportunidade de trabalharmos de maneira mais forte o desenvolvimento de uma sociedade. Eu olhava para a cultura como uma oportunidade das pessoas despertarem o senso crítico delas. Com 17 anos eu entrei numa ong chamada “Vertente” e comecei a me dedicar com atividades culturais na periferia de Rio Branco, onde envolvia, capoeira, educação ambiental, teatro, dança, música, coral, crianças, sempre com um público infantil e adolescente, usei a cultura como uma ferramenta de inclusão social. Com um tempo fui tendo mais aprendizado e fui ficando a frente de alguns projetos, coordenei o “Som da Floresta”, depois trabalhei na área de proteção do Amapá, onde lá tinha um problema social e ambiental muito forte, e ajudamos a coordenar os trabalho, fiquei 2 anos, com isso vi a necessidade de se ter um conhecimento jurídico para poder utilizar no que eu gostava de fazer. Fiz faculdade de Direito e fui convidado para trabalhar no Governo do Estado do Acre, na Fundação Estadual de Cultura, lá trabalhei durante 6 anos, aprendi muito sobre gestão pública e conheci a diversidade cultural do Acre inteiro. Fiquei 3 anos como Secretário de Cultura, à frente da Fundação Municipal de Cultura, Garibaldi Brasil, lá fizemos com que as ações chegassem em muitos bairros, descentralizamos as ações de cultura que era focada em regiões centradas das cidades, nos levamos para periferia. E foi através de todo esse trabalho que recebemos o convite de ser candidato a vereador, como meu irmão Gabriel, não sairia, foi considerado pelo grupo que o nome mais adequado para aquele momento seria o meu, pelo meu histórico de militância eu digo que sou um soldado do partido, recebi o convite, topei o desafio e encarei.

 

Câmara Municipal de Rio Branco - Conte um pouco sobre seu trabalho de campanha.

Rodrigo Forneck – Foi muito difícil, a cultura não tem uma tradição de projetar lideranças na área da política, foi a primeira vez que saiu alguém do movimento cultural, ou da gestão pública da Cultura para uma candidatura, e acabou que deu tudo certo. Outro ponto é o momento em que vivemos na política brasileira, é muito delicado, e eu faço parte do Partido dos Trabalhadores, o partido que esta no centro das discussões políticas hoje, então eu sabia que o desafio ia ser grande, e a população de uma maneira geral não está muito satisfeita com os políticos e com a política, então eu tive que me preparar bastante, para o momento da campanha, a gente ia enfrentar bons questionamentos que de fato foi isso, tanto até que fizemos uma campanha bem intensa, conversando e ouvindo muito exatamente para termos tempo de dialogar com as pessoas, dizer o que exatamente estávamos queremos fazer à frente de um mandato parlamentar, assumindo que política precisa ter avanços, no ponto de vista ético e moral, inclusive que vamos estar com o mandato a disposição disso. Outro ponto desafiador foi o formato da eleição, estávamos acostumados a trabalhar durante 3 meses com uma série de maneiras de divulgação, e tivemos uma redução muito grande, com investimento financeiro menor, e as oportunidades de diálogos também diminuíram. A vantagem foi que meu histórico de trabalho sempre foi ao lado das pessoas, olhando nos olhos, corpo a corpo, e essa eleição exigiu isso. 

 

Câmara Municipal de Rio Branco – Quais são as principais problemáticas da cidade de Rio Branco e como pretende trabalhar para solucioná-las?

Rodrigo Forneck – Uma das confusões que fazemos na cabeça é o do papel do vereador e o papel do prefeito, isso tem sido um dos exercícios que mais tenho praticado, por que eu tenho 10 anos no executivo, e agora vou começar um momento no legislativo, então a maioria das soluções que minha cabeça pensa são as que o executivo tem que fazer, e não o vereador, então essa questão é algo que estou trabalhando. Em relação às problemáticas, sabemos que temos de diversas naturezas, o trânsito é um deles, que não é o pior do Brasil, mas, que precisa melhorar muito, em nosso mandato vamos trabalhar nessa área, mas, para isso, precisamos investir em Mobilidade Urbana, pensando cada vez mais no ser humano e não no automóvel, isso me refiro em investirmos mais em ciclovias, mais calçadas, mais acessibilidades para pessoas especiais que tem dificuldade em se locomover, como cadeirantes e pessoas da terceira idade. O prefeito vem avançando muito, nos últimos quatro anos a ciclovia de Rio Branco se tornou a maior das capitais brasileiras.  Outro aspecto importante será a saúde, que sempre será uma necessidade muito forte, hoje apesar de termos um atendimento de saúde que atinge em torno de 70% da população rio-branquense, nós temos uma meta de chegar a 80%, e o que eu puder fazer como vereador para que isso aconteça nos iremos fazer. Outro fator é a educação, esse cenário de violência em Rio Branco, parte dele é fruto de uma educação que a muitos anos ela deixa a desejar e agora que estamos começando a universalizar o acesso a ela, com um ensino integral que é fundamental, e isso dará reflexo em vários ambientes, no emprego nas relações profissionais, no combate ao crime, então a educação é um fator que o mandato estará observando. E por último vamos trabalhar de maneira forte a cultura, pensando nela de uma forma central de ação de governo, não apenas em manifestações artísticas, mas, a cultura a partir do entendimento que, todo jeito de ser e fazer do rio-branquense, ele vem de um acúmulo, cultural, e vamos tentar explorar isso um pouco mais. 

 

Câmara Municipal de Rio Branco – Qual será sua maior defesa dentro de seu mandato?

Rodrigo Forneck – Eu venho do movimento cultural, naturalmente será algo central de nosso mandato.

 

Câmara Municipal de Rio Branco – O que senhor tem a dizer sobre o cenário político atual em nível nacional e local?

Rodrigo Forneck – No cenário nacional, sou da teoria de que não temos um governo legítimo no Brasil, o governo atual não tem legitimidade para estar trabalhando, creio que deveríamos ter caminhado para ter novas eleições com a saída da ex-presidente Dilma Rousseff, para que a população colocasse um presidente em ela considere legítimo. Defendo meu ponto de vista que o governo atual não é legítimo, pois as mudanças estruturais que estão sendo feitas, que por sinal são muito ruins, se fossem boas, e se representasse a vontade popular, teríamos passado por uma eleição, o certo seria passar pelo pleito eleitoral do mesmo jeito que passei para estar aqui dentro, que o prefeito Marcus Alexandre também passou. O governo do (PMDB) poderia ter colocado todas as suas propostas, reforma previdenciária, reforma trabalhista, a PEC 55 que congela investimentos na área da saúde, na área da educação, poderia ter colocado tudo isso em um programa eleitoral para ver se a população aprovava, por isso eu não acredito que seja legítimo, e que nos deveríamos ter uma outra eleição. Dessa forma, acabamos tendo um clima de instabilidade política muito forte, o que faz com que, crie um efeito dominó e repercuta no governo do estado, eu vejo um cenário muito instável na política Brasileira. No estado do Acre, mesmo com todas essas adversidades, nós temos um governo que tem conseguido cumprir uma cartilha mínima para um estado, mantendo o mínimo necessário para o funcionamento de nosso estado, isso me deixa muito feliz.

 

Câmara Municipal de Rio Branco – Já existe algum projeto para apresentar na casa legislativa?

Rodrigo Forneck – Temos dois projetos que vamos tentar apresentar, um na área da cultura e outro na área do meio ambiente, ainda estamos desenvolvendo, garantindo a constitucionalidade dele e também já buscando ao executivo para ver se ele será viável, por que eu não acredito que a produção parlamentar seja apenas a produção de leis, não adianta estarmos criando leis que não sejam exequíveis, leis que vão nascer mornas, então qualquer projeto nosso, vamos estudar a viabilidade dele, fazendo uma boa conversa com os atores sociais que estão envolvidos, para que assim que ela seja votada e apreciada pelos pares e sancionada pelo prefeito para que ela possa ser viável. 

 

Câmara Municipal de Rio Branco – O que a população pode esperar de Rodrigo Forneck?

Rodrigo Forneck – O que pode esperar de mim será um vereador presente nas comunidades, atuante, fiscalizando a prefeitura, tenho tentado manter uma agenda de trabalho muito forte, fiscalizando as principais áreas de atendimento ao cidadão, na área da saúde, do transporte, da educação e sempre apontando soluções junto à prefeitura porque creio que assim que devemos trabalhar. É preciso ter um mandato propositivo que some com a população de Rio Branco, porque chegar aos lugares apenas para ouvir os problemas sem buscar uma solução não é o perfil de nosso mandato.

 

Texto: Juliana Queiroz / Asscom – CMRB

Fotos: Victor Augusto

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